Dúvidas da Fé
Nessa página, você pode tirar suas dúvidas a respeito da sua fé.
Elas serão respondidas pelo Monsenhor Orivaldo com os devidos fundamentos bíblicos.
Se você tem alguma dúvida a respeito da igreja católica, seus ensinamentos, bíblia sagrada, ou outros assuntos, basta preencher o formulário no fim da página. Ela será respondida o mais breve possível e aparecerá na lista abaixo:
- Devo ou não pagar o dízimo?
- Esse modo de falar faz a Igreja cheirar comércio e faz mais mal do que bem. Ninguém tem de pagar; o dízimo é uma contribuição generosa feita por quem tem consciência e percebe que ele é responsável pela manutenção do culto e pelo crescimento de sua comunidade. Então essa pessoa assume a comunidade e passa a ajudar com seu trabalho e economicamente.
O dízimo tem base na Bíblia. Há referências que estão ligadas à manutenção dos levitas e sacerdotes e do Templo de Jerusalém. É uma pena que hoje o dízimo seja levado mais para essa direção, porque ele teria muito mais força se fosse orientado para o social na comunidade. E aqui ficam o grande problema e uma pergunta: “O que realmente se faz com o dízimo em nossas paróquias? Há uma prestação de contas à comunidade?”.
Há muitos outros meios de prover a manutenção e o crescimento das comunidades; há outras formas de sobrevivências. Por isso a sabedoria da Igreja diz: “pagar o dízimo segundo o costume”. Não sei se devíamos fazer um cavalo de batalha dessa questão. Jesus chama a atenção dos fariseus sobre a preocupação exagerada com o dinheiro. A prática de Jesus é a misericórdia e a justiça.
Compreendemos que sem dinheiro fica difícil organizar os trabalhos na comunidade. Mas reconhecemos que há muitos outros meios que vemos na sociedade leiga e que funcionam bem e não são odiosos.
Não pregamos contra o dízimo. Achamos que é um caminho de participação, por isso cada um devia contribuir conscientemente; é uma forma de partilha e de solidariedade, mas não se pode radicalizar. Deviam ser mais divulgadas a pastoral do dízimo e uma dedicação em formar as pessoas. É muito mais religião uma contribuição consciente que dispensaria taxas e pró-labore, bem como as paróquias poderem manter certas obras sociais que supririam as deficiências da sociedade leiga.
Não podemo-nos esquecer da viúva que colocou no tesouro do Templo algumas moedinhas. Na verdade colocou mais que todos, pois depositara no tesouro do Templo tudo o que ela possuía.
Continua sempre verdade que o que sobra para nós pertence aos pobres. A comunidade nos chama para uma vida de comunhão e participação. Dízimo não é esmola, mas minha participação na vida da minha Igreja.
Religião também se aprende vol3
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. - Na Bíblia onde está escrito que devemos adorar os santos?
- A Bíblia não diz nada sobre adoração de santos.
Nenhuma fé ou religião ensina adorar os santos.
Toda religião e principalmente a Religião católica nos ensina que o culto de adoração só se presta a Deus.
Os santos são aqueles que já vivem junto de Deus, na sua glória e por isso são modelos e intercessores.
São modelos porque viveram seu batismo de maneira radical e intercessores porque, estando junto de Deus, podem pedir por nós.
Fonte: www.padrejuarez.com.br - Na Bíblia onde esta escrito que existe o purgatório?
- Desde os primórdios a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Mt 28,20; Jo 14,15.25; 16,12´13), acredita na purificação das almas após a morte, e chama este estado, não lugar, de Purgatório.
Devemos notar que o ensinamento sobre o Purgatório tem raízes já na crença dos próprios judeus, cerca de 200 anos antes de Cristo, quando ocorreu o episódio de Judas Macabeus. Narra-se aí que alguns soldados judeus foram encontrados mortos num campo de batalha, tendo debaixo de suas roupas alguns objetos consagrados aos ídolos, o que era proibido pela Lei de Moisés. Então Judas acabeus mandou fazer uma coleta para que fosse oferecido em Jerusalém um sacrifício pelos pecados desses soldados. O autor sagrado, inspirado pelo Espírito Santo, louva a ação de Judas:
"Se ele não esperasse que os mortos que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerasse que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormeceram piedosamente, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis porque ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, afim de que fossem absolvidos do seu pecado". (2 Mac 12,44s)
Fonte: www.padrejuarez.com.br - O Espiritismo é uma religião cristã?
- O espiritismo não é uma religião cristã, embora fale muito de Jesus, tenha um evangelho paralelo e faça muita caridade.
O espiritismo não é cristianismo: 1º porque não nasceu com Jesus. Nasceu em 1848, nos Estados Unidos, com duas meninas que ouviram pancadas estranhas no teto e que seriam produzidas por algum espírito. Depois, um professor francês que usou o pseudônimo de Alan Kardec codificou a doutrina espírita em 1857 no livro chamado. "O livro dos espíritos".
Trata-se, pois de uma religião recente que não tem 150 anos. 2º o espiritismo ensina coisas que contradizem o que Jesus foi, viveu e fez. Por exemplo, para os espíritas não existe a ressurreição e sim a reencarnação.
Ora, negar a pessoa de Jesus e do ser humano é negar a fé cristã. 3º o espiritismo não tem altares, cultos, sacerdotes, mediações que Jesus deixou explicitamente para a sua comunidade.
Em contrapartida o espiritismo cria trabalhos e médiuns cujos métodos são ocultos e chegam até a ser ameaçadores. 4º para o espiritismo a Bíblia não é fonte de revelação que, unida à tradição, garante a autenticidade da fé. É um livro com bons ensinamentos e pronto!
Então, rapidamente apontei partes essenciais na diferença entre o Cristianismo e o Espiritismo. Cuidado para não dizer que é tudo igual e pronto. Não é não. Quanto à prática da vida, claro que vale a sinceridade do coração. Por isso, em qualquer religião quem é sincero e quer ser fiel a Deus, pode salvar-se. Por fim, não é a religião que salva! A religião apenas cria condições humanas e materiais para a pessoa salvar-se. É o que tenho a dizer.
Pe. César Moreira, C. Ss. R. - O que é Juízo Final?
- Na Bíblia. As religiões do Próximo Oriente antigo admitiam que todo o homem tem de enfrentar o juízo de Deus. No AT, o objeto deste juízo era basicamente a fidelidade à Aliança, e a sentença contra os prevaricadores era cumprida coletivamente no tempo histórico.
Só com os profetas do pós-exílio aparece a idéia de responsabilidade e de juízo individuais. O NT aprofunda está idéia e insiste na necessidade de arrependimento e conversão, incidindo o juízo sobre o cumprimento da Lei de Deus, e especialmente do mandamento do amor a Deus e ao próximo.
Na doutrina da Igreja. O juízo final é artigo de fé incluído no Credo: «Jesus Cristo deve vir em sua glória para julgar os vivos e os mortos.» Este juízo consumará, no fim dos tempos, com a ressurreição dos mortos (ou da carne), a obra de Jesus Cristo, na plena unidade de todos em Cristo e por Cristo em Deus, no mundo que há de vir, a que S.
Pedro chama misteriosamente “novos céus e nova terra”. Além do juízo final, os Concílio de Florença (1439-1443) e de Trento (1545-1563) afirmam a existência de um juízo particular, logo após a morte de cada homem, recebendo a sua alma imortal a retribuição eterna: ou o Céu, para quem a morte tenha surpreendido no estado de graça, com eventual prévia purificação pelo Purgatório, ou o Inferno, para os que pertinazmente se mantiveram até ao fim no estado de pecado grave.
Alguns teólogos levantaram recentemente duas questões: a da coincidência ou não dos dois juízos, uma vez que já se dão na eternidade e fora do tempo; e, conseqüentemente, a do momento da ressurreição, uma vez que parece contra a natureza a alma viver sem corpo (no caso corpo espiritual), tanto mais que N.ª Senhora foi elevada ao Céu em corpo de alma, e Cristo após sua morte para lá levou os eleitos falecidos antes do seu sacrifício redentor (libertando-os dos infernos ou sheol e ressuscitando-os). O ensino tradicional da Igreja não dirime esta questão (cf. Cat. 1020-1060).
Fonte: www.padrejuarez.com.br - Por que a Igreja guarda o Domingo e não o Sábado?
- O motivo mais importante é que Jesus ressuscitou no Domingo, inaugurando a “nova Criação” libertada do pecado. Assim o Domingo (= dominus, dia do Senhor) é a plenitude do Sábado judaico. Sabemos que o Antigo Testamento é um figura do Novo; o Sábado judaico é um figura do Domingo cristão. O Catecismo da Igreja assim explica:
§2175 – “O Domingo distingue-se expressamente do sábado, ao qual sucede cronologicamente, cada semana, e cuja prescrição ritual substitui, para os cristãos. Leva à plenitude, na Páscoa de Cristo, a verdade espiritual do Sábado judaico e anuncia o repouso eterno do homem em Deus. Com efeito, o culto da lei preparava o mistério de Cristo, e o que nele se praticava prefigurava, de alguma forma, algum aspecto de Cristo (1Cor 10,11)”.
Os Apóstolos celebravam a Missa “no primeiro dia da semana”; isto é, no Domingo, como vemos em At 20,7: “No primeiro dia da semana, estando nós reunidos para a fração do pão…” Em Mt 28, 1 vemos: “Após o Sábado, ao raiar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vieram ao Sepulcro…” Em Ap 1, 10, São João fala que “no dia do Senhor, fui movido pelo Espírito…” e a coleta era feita “no primeiro dia da semana” (1Cor 16,2).
A Epístola de Barnabás (74 d.C.) um dos documentos mais antigos da Igreja, anterior ao Apocalipse, dizia: “Guardamos o oitavo dia (o domingo) com alegria, o dia em que Jesus levantou-se dos mortos” (Barnabás 15:6-8).
Santo Inácio de Antioquia (†107), mártir no Coliseu de Roma, bispo, dizia: “Aqueles que viviam segundo a ordem antiga das coisas voltaram-se para a nova esperança, não mais observando o Sábado, mas sim o dia do Senhor, no qual a nossa vida foi abençoada, por Ele e por sua morte” (Carta aos Magnésios. 9,1).
“Devido à Tradição Apostólica que tem origem no próprio dia da ressurreição de Cristo, a Igreja celebra o mistério pascal a cada oitavo dia, no dia chamado com razão o dia do Senhor ou Domingo” (SC 106). O dia da ressurreição de Cristo é ao mesmo tempo “o primeiro dia da semana”, memorial do primeiro dia da criação, e o “oitavo dia”, em que Cristo, depois do seu “repouso” do grande Sábado, inaugura o dia “que o Senhor fez”, o “dia que não conhece ocaso”. (Cat. §1166)
São Justino (†165), mártir, escreveu: “Reunimo-nos todos no dia do sol, porque é o primeiro dia após o Sábado dos judeus, mas também o primeiro dia em que Deus, extraindo a matéria das trevas, criou o mundo e, neste mesmo dia, Jesus Cristo, nosso Salvador, ressuscitou dentre os mortos“ (Apologia 1,67).
São Jerônimo (†420), disse: “O dia do Senhor, o dia da ressurreição, o dia dos cristãos, é o nosso dia. É por isso que ele se chama dia do Senhor: pois foi nesse dia que o Senhor subiu vitorioso para junto do Pai. Se os pagãos o denominam dia do sol, também nós o confessamos de bom grado: pois hoje levantou-se a luz do mundo, hoje apareceu o sol de justiça cujos raios trazem a salvação.” (CCL, 78,550,52)
Desta forma a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição da Apostólica nos mostram porque desde a Ressurreição do Senhor a Igreja guarda o Domingo como o Dia do Senhor.
Fonte: Prof. Felipe Aquino. - Porque a Igreja perdoa tudo, menos o divorciado que se casa de novo?
- A Igreja não é dona, mas apenas administradora, do perdão e da misericóridia de Deus, pela autoridade que lhe deu Jesus Cristo, quando disse: Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados, serão perdoados; aqueles a quem retiverdes, serão retidos. Portanto a Igreja tem obrigação de administrar este perdão, segundo o Espírito de Jesus, que não veio para condenar mas para salvar.
De fato, cumprindo a ordem de Jesus, ela perdoa todos os pecados e fraquezas humanas, com uma só condição: que a pessoa se arrependa sinceramente e decida mudar de vida, abandonando o seu erro. Só assim é possível reconciliar-se com Deus, voltar à sua amizade, recebendo a sua graça e perdão.
Quem roubou ou ofendeu o outro ou praticou qualquer injustiça, não pode ser perdoado, enquanto não se arrepender do mal que fez, com a resolução firme de repará-lo na medida do possível. Jesus abençoa Zaqueu por causa do seu compromisso: "Se defraudei a alguém, restituo-lhe quatro vezes mais". A mesma coisa vale para a pessoa que se divorcia e se casa de novo. Ela será perdoada sempre que se arrependa e se decida a interromper as relações conjugais com a segunda mulher ou o segundo marido e a reparar quanto possível o mal que tiver feito ao outro cônjuge.
Não é Deus nem a Igreja que se recusam a perdoar. Deus quer sempre o bem do pecador: que ele se converta e viva. É a própria pessoa que não se resolve a dar os passos necessários para a reconciliação. Se persiste livremente na sua situação, não se importando de desrespeitar a lei de Deus e os direitos do seu próximo, para satisfazer os próprios gostos e interesses, não tem o amor verdadeiro no coração. Quem não ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, afasta-se, por sua própria vontade e decisão, de Deus e da comunidade eclesial.
É claro que há situações muito complicadas e dolorosas. Embora não possa justificar o que vai contra a palavra de Deus, a Igreja não rejeita nem condena a pessoa que erra ou permanece no seu erro, porque não se sente com forças para superá-lo. Ao contrário, procura ir ao seu encontro, como Jesus acolhia os pecadores, ajudando-a a confiar no poder da graça de Deus e na grandeza da sua misericórdia.
João A. Mac Dowell S.J - Qual o significado da Coroa do Advento?
- É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida…
Deus se faz presente na vida de todo ser humano e de todas as formas deixa-nos sentir seu amor e desejo de nos salvar. A palavra ADVENTO é de origem latina e quer dizer CHEGADA.
É o tempo em que os cristãos se preparam para a vinda de Jesus Cristo. O tempo do advento abrange quatro semanas antes do Natal.
Atualmente há uma grande preocupação em reavivar este costume muito significativo e de grande ajuda para vivermos este tempo. A coroa ou a grinalda do Advento é o primeiro anúncio do Natal. É um círculo de folhagens verdes, sua forma simboliza a eternidade e sua cor representa a esperança e a vida. Vem entrelaçado por uma fita vermelha, símbolo tanto do amor de Deus por nós como também de nosso amor que aguarda com ansiedade o nascimento do Filho de Deus.
No centro do círculo se colocam as quatro velas para se acender uma a cada domingo do Advento. A luz das velas simboliza a nossa fé e nos leva a oração, elas simbolizam as quatro manisfestações de Cristo:
1° Encarnação, Jesus Historico;
2° Jesus nos pobres e necessitados;
3° Jesus nos Sacramentos;
4° Parusia: Segunda vinda de Jesus.
No Natal se pode adicionar uma quinta vela branca, até o término do tempo natalino e, se quisermos, podemos por a imagem do Menino Jesus junto à coroa: temos que nos atentar, porém, que o Natal é mais importante do que a espera do Advento.
Essa coroa é originária dos países nórdicos (países escandinavos, Alemanha), a qual contém raízes simbólicas universais: a luz como salvação, o verde como vida e o formato redondo como eternidade.
Simbolismos esses que se tornaram muito adequados ao mistério natalino cristão, e que por isso, adentraram facilmente nos países sulinos. Visto que se convertera rapidamente em mais um elemento de pedagogia cristã para expressarmos a espera de Jesus como Luz e Vida, em conjunto com outros símbolos, certamente mais importantes, como são as leituras bíblicas, os textos de oração e o repertório de cantos.
O comércio e o sistema deste mundo fazem questão de esquecer o verdadeiro sentido do Natal e nós podemos cair nessa, mas é possível dar presente e celebrar o verdadeiro sentido: O Menino Jesus é o nosso grande presente!
Sugestão: você pode fazer uma coroa do Advento em sua casa e celebrar com sua família à luz da nossa fé a chegada de Jesus Cristo nosso Salvador. E a cada Domingo ir acendendo as velas, convidando seus familiares para rezar.
Oração: Senhor Jesus celebrar o teu Natal é fazer da minha vida, da minha casa um lugar de eternidade e salvação. Que a Tua luz brilhe em cada coração. Acendendo cada vela desta coroa do Advento queremos acender a esperança, o amor, a fraternidade e a Salvação que é o grande presente que queremos dar a todos que amamos através do menino Jesus que vai nascer em nossa família.
Como você se prepara para celebrar esta grande festa do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo?
Natal feliz é Natal com Cristo!
Padre Luizinho,
Com. Canção Nova - Quantas e quais as menções sobre anjos no Antigo e no Novo Testamento?
- São inúmeras as menções dos anjos na Bíblia. Seria impossível citar mesmo as mais significativas nestes dois minutos de conversa. Espero voltar sobre o assunto outra vez porque certamente interessa a muitos ouvintes. Você já deve ter ouvido falar na história de Tobias e do anjo Rafael, no Antigo Testamento. São também muito conhecidos os episódios do anúncio do anjo Gabriel a Maria e da aparição de uma multidão de anjos aos pastores de Belém na noite do nascimento de Jesus.
De acordo com a própria origem da palavra grega, traduzida do hebraico, anjo significa "mensageiro", quer dizer, um enviado de Deus com uma missão especial. O anjo é, portanto, um intermediário entre Deus e os homens, entre o mundo celeste, ao qual pertence, e o mundo terrestre e humano, com o qual tem uma ligação natural.
A função dos anjos é louvar a Deus e assisti-lo no governo do mundo. É o que expressa o Salmo 103,20: "Bendizei a Javé, vós, os seus anjos, poderosos executores de suas ordens, sempre atentos à sua palavra". A carta aos Hebreus (1,14) apresenta-os como seres espirituais enviados a serviço dos que devem herdar a salvação. Eles estão, portanto, às ordens de Deus e de seu Filho, Jesus Cristo, na realização do plano de salvação da humanidade.
Normalmente a ação dos anjos não é percebida sensivelmente. Só em raras ocasiões eles se manifestam com uma figura humana ou outra aparência visível. Por exemplo, o anjo do Senhor aparece em sonho a José para anunciar que o filho que Maria tem em seu seio foi gerado pelo poder do Espírito Santo (Mt 1,20s). Mas também é visto como um jovem sentado, vestido de branco, pelas mulheres que vão ao túmulo de Jesus (Mc 16,5). Não se trata de uma roupa comum, mas de uma maneira de exprimir a experiência de um ser celeste, cheio de luz e glória, como diz o evangelista Mateus, falando do mesmo anjo da ressurreição: "o seu aspecto era como de um relâmpago e as suas vestes brancas como a neve" (28,3). Também o autor do Apocalipse viu um anjo poderoso, que descia do céu entre nuvens com um arco-iris sobre a cabeça: seu rosto parecia o sol e suas pernas eram como colunas de fogo (10,1).
Usando esta linguagem a Bíblia não quer dizer que os anjos usam roupas brancas, têm pernas de fogo ou que são um relâmpago, que vemos com nossos olhos. São comparações para traduzir a experiência profunda de uma comunicação espiritual de Deus, através dos seus mensageiros, cujo brilho celeste enche a alma de luz e alegria. (João A. Mac Dowell S.J.)
Religião também se aprende vols. 1 e 2
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. - Que pecados me impedem de Comungar sem Confessar?
- A Igreja nos ensina que não podemos Comungar em pecado mortal sem antes se Confessar. Pecado mortal é aquele que é grave, normalmente contra um dos Dez Mandamentos: matar, roubar, adulterar, prostituir, blasfemar, prejudicar os outros, odio, etc. é algo que nos deixa incomodados...
Veja o que diz o Catecismo sobre isso:
§1856 - O pecado mortal , atacando em nós o princípio vital que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de Deus e uma conversão do coração, que se realiza normalmente no sacramento da Reconciliação:
“Quando a vontade se volta para uma coisa de per si contrária à caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no pecado, pelo seu próprio objeto, matéria para ser mortal... quer seja contra o amor de Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc., ou contra o amor ao próximo, como o homicídio, o adultério, etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem, mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como por exemplo palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são veniais”(S. Tomás, S. Th. I-II,88,2).
§1857 – Para que um pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo: “É pecado mortal todo pecado que tem como objeto uma matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente” (RP 17).
§1858 – A matéria grave é precisada pelos Dez mandamentos segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: “Não mates, não cometas adultério, não roubes, não levantes falso testemunho, não defraudes ninguém, honra teu pai e tua mãe” (Mc 10,19). A gravidade dos pecados é maior ou menor; um assassino é mais grave do que um roubo. A qualidade das pessoas lesadas entra também em consideração. A violência exercida contra os pais é em si mais grave do que contra um estrangeiro.
§1859 – O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter pecaminoso do ato, de sua oposição à Lei de Deus. Envolve também um consentimento suficientemente deliberado para ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o endurecimento do coração (Mc 3,5-6) não diminuem mais aumentam o caráter voluntário do pecado.
§1860 – A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém ignore os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.
§1861 – O pecado mortal é uma possibilidade radical da liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado de graça. Se este estado não for recuperado mediante o arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
§1862 – Comete-se um pecado venial quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento. - Que pensar dos recasados?
- Estamos hoje diante de um fato: há muitas pessoas que deixaram seu casamento e estão recasadas. Que pensar sobre essa situação e sobre esse segundo ou terceiro casamento?
A Igreja sempre ensinou que o casamento é sagrado, é uma graça que chamamos sacramento. Essa graça transforma a vida num gesto de salvação e recria o amor que alimenta e sustenta a fraternidade criada pelo próprio sacramento, repetindo o gesto salvador de Jesus. Por isso insiste que se casem na Igreja e permaneçam fiéis um ao outro, vivendo a santidade do sacramento.
Há situações porém em que não foi possível manter o sacramento, se é que houve. E agora o que fazer?
Primeiro: há na Igreja a possibilidade de se fazer um processo canônico e estudar seu casamento e perceber se foi válido ou não. No caso de não ter acontecido o sacramento, por diversos motivos, a Igreja declara que seu casamento foi nulo, sendo possíveis novas núpcias.
Quando não se conseguir a declaração de nulidade, por tantos motivos, ou mesmo se não foi possível fazer o processo canônico, dizem que a solução é a pessoa se agüentar sozinha. Acontece que a vida coloca as pessoas diante de nova possibilidade de se casar. E de fato acontece de se casarem e de viverem muito melhor que no primeiro casamento. E agora, que dizer?
De fato, há uma recomendação de que se vivesse só, procurando uma vida honesta e correta. E essa recomendação continua. Antigamente os recasados não eram aceitos na comunidade. E nos sermões se falava que estavam em pecado e que deveriam separar-se para enfrentar a vida sozinhos. Muitas vezes esse separar-se deparava com problemas de filho desse novo casamento e outras coisas.
Mas, felizmente, a Igreja hoje nos orienta de um modo novo. Não podemos condenar ninguém. Esse trabalho de julgar pertence a cada um no íntimo de sua consciência. A consciência é um santuário íntimo onde cada um se conhece no confronto com Deus e com o próximo. É determinante para a consciência a convicção íntima diante de Deus: um direito inviolável, pois em sua consciência a pessoa escuta a Deus que fala e lhe responde (Gaudium et Spes, 16).
Hoje a Igreja nos orienta a acolher os recasados em nossa comunidade e recomenda que participem naquilo que é possível, para que também eles possam santificar-se. Sabemos que a Igreja continua afirmando a santidade do matrimônio, mas mostra no concreto da acolhida o gesto de Jesus que acolheu a todos os que se abriram para a Boa-Nova.
Assim nem os recasados nem a comunidade vejam como um problema os que vivem tal situação. É certo que temos de aprender essa nova prática sem emitir juízos, como estamos acostumados a fazer. É preciso muito respeito e a percepção de que nem tudo é feito por maldade ou por desrespeito aos ensinamentos da Igreja. Oxalá pudéssemos seguir sempre, sem errarmos, as orientações de Jesus. Continua válido: “atire a primeira pedra, quem não tem pecado”.
Religião também se aprende vol3
Pe. Hélio Libardi, C.Ss.R. - Quem não é católico pode ser padrinho de batismo?
- Os padrinhos, segundo a Teologia dos Sacramentos, não são somente exemplo para os afilhados. Na verdade a Igreja batiza uma criança confiando na fé daqueles que são tomados como padrinhos.
Batiza-se alguém a partir da fé que aquela pessoa vive. Por isso como uma criança está sendo batizada na Igreja católica, é razoável que seus padrinhos professem a fé católica, o contrário seria uma incoerência.
No momento do batizado os padrinhos são chamados a renovar a fé católica na qual eles, os padrinhos, foram batizados.
Se eles não são católicos como poderiam estar prometendo diante de Deus a vivência de uma fé que eles não professam?
Por isso a Igreja pede que os padrinhos sejam católicos, para que confiando na fé que esses padrinhos vivem, a criança seja mergulhada na morte e na ressurreição de Jesus. Além disso os padrinhos se comprometem educar a criança na fé católica, se os padrinhos não forem católicos isso não há como acontecer.
O casal que não é católico, pode, segundo o direito canônico, ser testemunha do batizado, mas não os padrinhos.
Espero que compreenda pois trata-se do cuidado que a Igreja tem para com seus filhos.
Fonte: www.padrejuarez.com.br